Representando a Coopcent ABC e o Movimento Nacional dos Catadores, as catadoras Vilma Moura e Francisca Maria Lima Araújo , agradeceram à Presidenta Dilma pela dedicação que o seu governo tem dado aos catadores e catadoras do Brasil.
Esse encontro entre as catadoras e Dilma aconteceu no dia 19 de agosto no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, quando o Governo Federal anunciou investimentos para a região nas áreas de mobilidade urbana e habitação e a Presidenta fez a entrega de 100 retroescavadeiras para vários municípios do interior do estado.
Vilma agradeceu à Presidenta pelas "ações do Programa Pró-Catador e do Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores, que vem dando condições para que os catadores do Brasil conquistem uma vida melhor e sejam tratados com dignidade e respeito".
Com o Programa Pró-Catador criado pelo Governo Lula com a finalidade de integrar e articular as ações do Governo Federal voltadas ao apoio e ao fomento à organização produtiva dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis e o Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis formado por 14 ministérios e a Secretaria Geral da Presidência da República e a de Direitos Humanos, o Governo Federal vem, em conjunto com o Movimento Nacional dos Catadores, articulando ações visando um amplo trabalho sócio-ambiental com a valorização dos catadores e a colocação da reciclagem na pauta do momento, de forma séria e conseqüente.
Dilma comentou sobre os vários compromissos assumidos com os catadores e lembrou que estará, como em anos anteriores, no "almoço de natal com os catadores" e a catadora Vilma encerrou dizendo que" os catadores a estarão aguardando com muita honra".
Para Francisca, da Associação Refazendo de Catadoras e Catadores de São Bernardo do Campo, o Governo Lula e o Governo Dilma, foram os dois primeiros que "deram a devida importância aos catadores por meio de ações práticas e não apenas no discurso". Ao envolver os Ministros para buscar soluções para os catadores e estimular a reciclagem com seriedade, Francisca comenta que "é a primeira vez na história deste país que um Governo Federal trata esses assuntos com respeito e dedicação e faz a gente se orgulhar de ser brasileiro".
Outro aspecto comentado por Francisca é que "há 200 anos atrás, os trabalhadores metalúrgicos viviam como os catadores hoje, sem a certeza no amanhã, trabalhando como escravos nas fábricas, com seus filhos de 10, 12 anos também sendo obrigados a trabalhar. Hoje eles trabalham com dignidade. Nós catadores e catadoras, também estamos lutando pela nossa dignidade e isso não é só aqui no ABC não, é em todo o Brasil".
Catadores de São Bernardo negociam com a Prefeitura o Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos
Sobre São Bernardo do Campo, que faz 460 anos amanhã, 20 de agosto, Francisca comentou que o "Prefeito Marinho está realizando várias obras como escolas, postos de saúde e unidades de pronto atendimento melhorando a vida da população".
Os catadores agora estão negociando com a Prefeitura o "Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos" . Os catadores, segundo Francisca, " vem realizando esses serviços ambientais nas cidades, no entanto não são remunerados pelo que fazem. Fazem a coleta, triagem e beneficiamento dos recicláveis, beneficiando o meio ambiente ao diminuir a extração de matérias primas virgens da natureza, o envio de resíduos aos aterros, a poluição do meio ambiente com o uso de material reciclável que emite menos poluentes na atmosfera, promovendo economia de energia elétrica e água, entre outras coisas".
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) realizou estudos sobre o Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos aos catadores de materiais recicláveis do Brasil, à pedido do Ministério do Meio Ambiente e concluiu que esses profissionais realizam vários serviços ambientais que beneficiam a sociedade e o meio ambiente e por este motivo devem ser remunerados pelo poder público. Para Francisca, "muitos gestores públicos não percebem o valor desse serviço ambiental e muitas vezes reduzem a questão dizendo que as Prefeituras pagam R$ 70,00 pela coleta de uma tonelada de resíduos às empresas contratadas e R$ 80,00 para depositar esse volume no aterro particular, e por este motivo devem pagar apenas R$ 150,00 aos catadores por tonelada. Hoje, nem isso as Prefeituras pagam aos catadores. Mas pagar apenas isso, é desconhecer ou desvalorizar o que de fato o catador faz".
"Os catadores e catadoras de São Bernardo do Campo esperam que o Prefeito Luiz Marinho, que já foi Ministro do Trabalho e da Previdência Social do Governo Lula, faça justiça e reconheça a importância do trabalho dos catadores e da reciclagem para a sociedade e para o meio ambiente", comenta Francisca. E, que Marinho, "aprove o pagamento para os catadores por serviços prestados ao município e contribua para que o catador seja um profissional cidadão, diminuindo a situação de miséria nesse País. Como diz o lema do Governo Federal: País desenvolvido é País sem miséria", conclui a catadora.
Cooperativa Central de Catadores e Catadoras de Material Reciclável do Grande ABC - COOPCENT ABC
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